24.8.05

Lago

Como é dolorosa, esta teimosia de sofrer passiva
o drama deste mundo que se queima
em cada monte de ervas verdes!

Dóis-me. Tu não sabes como eu sinto - sempre
esta mania de me convencer de que sofro.
É verdade. Queria-te aqui. Despido de memória.
Mergulhaste neste lago e eu lavei-te a boca e os olhos.
Depois vieste dormir com o coração no meu colo de mãe.
Vem outra vez. E outra. Eu dou-te um filho da natureza. Tu.

11 comments:

Rei Ubu said...

Bonitos textos. Sentimento com profundidade
intimista, pessoal.
Visite-nos para beber chá de hortelã.
Saúde e paz!

Maria do Ceu said...

Encontrei por acaso este seu blog, que está lindo, pois aqui reina a existência de nuances de prosa poestica. Gostei do que li.

lena said...

obrigada :)

I said...

posso por um destes poemas no meu "asas"?

lena said...

claro que podes

I said...

tks! a lot! e lotes de kisses também!

pp said...

Oi Lena,

gostaria de poder "roubar" a letra de uma das canções que cantaste no porto, no jantar...lembras te???Chama se "Vontade".

Obrigado.

Beijinhos

lena said...

a culpa é da vontade

tá aqui:
http://lenadagua.com.sapo.pt/tu%20aqui/aculpaedavontade.htm

nocturnidade said...

uma e outra vez irremediavelmente e em silêncio.

lena said...

sim

E.C. said...

muito bonito, minha querida. muito sôfrego e muito corpo e luz e dolorosas mordeduras na carne por detrás da carne. ou então para lá da carne. naquele lugar onde a consciência é maior. tenho que pôr-te na minha lista de links; terás que desculpar-me a futilidade. mas preciso lembrar-me de ti de vez em quando, e pôr-te na minha lista é como pôr um lembrete na banca de cabeceira.

e.