19.4.13

tu sabes

corri pelo mar dentro e estavas lá
no infinito tocável como a música que respiro
tu sabes

vivo contigo
neste quarto escuro que é a minha vida a sós

sofres-me cá dentro, de vez em quando

10 comments:

Friedrich said...

Todos vivemos num quarto escuro, que aclara, consoante as notas músicais da nossa presença no coração de quem nos ama...

Bjs, Laura

lena said...

beijos, friedrich
:)

(e da presença de quem amamos no nosso coração

para sempre)

TINTA PERMANENTE said...

Palavra daqui, tecla mais ali e quiz o tocável Acaso (que outro nome lhe hei-de dar?!...) trazer-me aqui. E lembrei-me que, criança, uma vez, também corri pelo mar dentro. E descobri que o mar nasce dentro dos búzios...
Gostei de ler, por aqui!

Sonhador de Alpendre said...

Leninha...Tu aqui!
Grande surpresa. Olha beijos para ti e para a tua filhota, e eu por aqui ando a torcer (muito)que este belissímo disco de traga de novo para o lugar que mereces.
Paulo L.B.
Ps: Sempre que precisares, sabes que continuas a ter aqui a Sul um canto onde podes descansar

lena said...

obrigada, paulo :)

beijinhos para a teresa, a rosa e as meninas

já lá vão uns anos! safa!
;***

GP said...

Helena,

não me conhece. Escrevo-lhe este texto apenas porque hoje encontrei os blogues que contam pedaços da sua vida e esses papéis fizeram recordar-me a minha infância.

Nasci em 82: sou um miúdo que cresceu numa casa onde a música e os livros estavam presentes todos os dias: recordo as cassestes BASF do meu pai, amarelas e pretas, com as versões dos temas do barbeiro poeta, e o tema que fala sobre o amor e alguém que se esquece de si - que só agora começo a perceber.

Estive na plateia numa visita sua a Castelo Branco, noite na qual foi porreiro encontrar a Billie Holiday numa voz portuguesa. Quando se encontram os olhos que corporizam as vozes da nossa infância atravessa-nos sempre um tremor estranho, que nos faz viajar; por isso, soube ainda melhor.

Enfim. São estas coisas e os poemas que descobri hoje, neste blogue, e que me trouxeram a vontade de lhe enviar umas palavras - incógnitas como são todas as palavras na internet; mas não mentirosas ou bajuladoras. Apenas verdadeiras, para demonstrar apreço.

O verdadeiro apreço não se sente apenas por quem nos é de carne e osso.

Espero que continue a ter a vida que quer para si.

Guilherme

lena said...

obrigada, guilherme

gostei tanto de cantar a billie em castelo branco, e tive tanta pena que a sala tivesse 50 pessoas, poucos sabiam que lá estávamos nessa noite... (coisa de câmaras municipais... :\

mas tu estavas lá, e valeu a pena
vale sempre a pena... :)

tu és um poeta, não és?

beijos

lena

GP said...

Helena,

desconfio que, em dias, todos somos poetas.

Mas eu não passo de um patafísico de quarto! :)

Castelo Branco tem esse grande defeito: ignora tantas coisas fantásticas que nascem ou passam pela cidade...

beijo

Guilherme

Ana said...

Uma pessoa fica sem palavras quando alguém diz tão bem aquilo que sentimos e não conseguimos dizer.

As cores da vida said...

Aqui sente-se o cheiro do mar e a sua força.

Prefiro o livro, porque sinto as palavras mais próximas, mais íntimas e minhas. (isto para não falar do cheiro das páginas, o cheiro de cada folha, o cheiro da vida)

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